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Hoje: 500 dias

Em Uncategorized, setembro 29, 2009 às 9:03 pm

Festival de cinema do Rio conta com palestra de apresentação do filme  (500) Dias com ela, do diretor Marc Webb

 

“Quando Tom, azarado escritor de cartões comemorativos e romântico sem esperanças, fica sem rumo depois de levar um fora da namorada Summer, ele volta a vários momentos dos 500 dias que passaram juntos para tentar entender o que deu errado. Suas reflexões acabam levando-o a redescobrir suas verdadeiras paixões na vida”. Esse é o resumo do filme (500) Dias com ela, filme apresentado hoje (29 de setembro de 2009) no Festival de cinema do Rio de Janeiro.

O diretor Marc Webb, de (500) Dias com ela, também está no Brasil e participará de evento de imprensa e da Première do filme no Odeon BR durante o Festival do Rio. Premiado diversas vezes pela MTV, Marc Webb confirmou seu sucesso, recebendo também neste ano o prêmio de melhor diretor de vídeo de Rock no MTV VMA pelo clip do Green Day. (500) Dias com ela marca sua estreia na direção cinematográfica. O filme tem previsão de estreia para 13 de novembro com distribuição da Fox Film. Esse é o primeiro longa-metragem de Marc Webb, consagrado diretor de clipes musicais que trouxe para sua estréia no cinema uma linguagem atual e descolada. A trilha sonora é mais um diferencial e traz clássicos como The Smiths.

Confira abaixo o trailler oficial do filme

Cinema em Ipanema

Em Uncategorized, setembro 29, 2009 às 8:02 pm
 

 

 

Vista panorâmica do Rio de Janeiro

Vista panorâmica do Rio de Janeiro

 

O Festival do Rio surgiu em 1999 da fusão de dois dos maiores festivais de cinema do país: o Rio Cine Festival – que existia desde 1984 – e a Mostra Banco Nacional de Cinema, criado em 1988. Este ano, o Festival do Rio comemora sua décima edição com atrações que começaram no dia 25 de setembro e duram até o dia 9 de outubro.

Walkiria Barbosa, criadora do Festival e diretora do CIMA – Centro de Cultura, Informação e Meio Ambiente disse que foi uma união muito importante, porque as duas mostras estavam em seu melhor momento. Na época, Walkiria dirigia o Rio Cine e com Ilda Santiago, diretora do Grupo Estação, entendeu que uma fusão entre os encontros de cinema multiplicaria a extensão dos dois festivais.

Os principais vencedores do festivais de Cannes, de Sundance, de Veneza e do Oscar são apresentados ao público brasileiro durante o Festival do Rio. Hoje o Festival do Rio exibe mais de 300 filmes inéditos no Brasil e na maior parte do mundo, confirmando sua importância como centro de debate cultural, com palestras e discussões sobre o que há de mais atual na criação cinematográfica.

O Festival do Rio consolidou-se também como plataforma para negócios internacionais. Durante duas semanas são realizados seminários, painéis e showcases nas áreas de distribuição, co-produção, tecnologia e negócios. Os principais nomes da indústria do cinema não apenas participam do Festival, como se tornaram parceiros.

Cora Coralina

Em Uncategorized, setembro 29, 2009 às 3:05 pm

Museu da Língua Portuguesa abre mostra ‘Cora Coralina’

Painel do Museu da Língua Portuguesa

Painel do Museu da Língua Portuguesa

A poetisa goiana Cora Coralina completaria 120 anos em 2009. Por conta disso, o Museu da Língua Portuguesa deixa em cartaz, de hoje a 13 de dezembro, a exposição Cora Coralina – Coração do Brasil.

Detalhes da vida e da residência de Cora são apresentados em um grande painel com imagens de seu universo. O acervo pertence ao Museu Casa de Cora Coralina e à sua filha, Vicência Brêtas Tahan.

Daniela Thomas e Felipe Tassara assinam a cenografia da mostra. O cenário lembra as velhas janelas coloniais e os balaústres da ponte que fica ao lado da casa de Cora Coralina.

São expostos documentos como cartas, livros, fotos e recortes. Destaca-se um caderno onde Cora colava fotos e escrevia um poema para cada imagem.

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, a Cora Coralina, começou a escrever aos 14 anos. É dessa época seu livro de contos Tragédia na Roça. Ela produziu obras em que expressava o cotidiano do interior brasileiro.

A poetisa viveu em São Paulo e no interior do Estado, dos anos 1910 a 1950. Morreu em Goiânia, em 1985.

Cora Coralina – Coração do Brasil. Museu da Língua Portuguesa. Estação da Luz, Pça. da Luz, s/n. Tel. (011) 3326-0775. Terça a dom.: das 10h às 17h. Última terça do mês: das 10h às 22h. Até 13/12. R$ 6. Livre.

O Funâmbulo de Jean Genet

Em Uncategorized, setembro 15, 2009 às 12:10 pm
João Paulo Lorenzon interpreta monólogo
Diálogo com Genet na corda bamba
Diálogo com Genet na corda bamba

Adaptação teatral de um poema sobre a solidão moral do artista, escrito em 1957 pelo francês Jean Genet, um dos mais revolucionários dramaturgos do século 20, O Funâmbulo chega aos palcos brasileiros pela primeira vez no dia 11 de setembro, no Sesc Paulista. O monólogo, traduzido por Fátima Saadi, exigiu do ator João Paulo Lorenzon muito mais que equilíbrio na hora de andar sobre o arame, como fazia o garoto marroquino Abdallah Bentaga, a quem Genet dedicou o poema. O ator teve de viajar a Paris e reunir os três detentores dos direitos de O Funâmbulo – que não moram na França. Dançou na corda bamba para conseguir a autorização da montagem, dirigida por Joaquim Goulart, do Núcleo Caixa Preta, companhia por ele fundada.

“Nunca vi tanta exigência para liberar direitos de uma peça”, conta o ator, que, aos 30 anos, já enfrentou outro monólogo difícil, Memória do Mundo, inspirado no universo literário do escritor argentino Jorge Luis Borges. “Tive de provar que sabia andar sobre o arame, fazer teste vocal, enviar croquis do cenário (de Daniela Thomas) e um dossiê das peças que fiz”, conta Lorenzon. Todo o esforço será colocado à prova na curta temporada da peça (até 1º novembro), quando Lorenzon vai ensaiar curvetas, dar saltos mortais e transmitir para o público a bela lição que Genet deu a seu amante Abdallah, um garoto de 18 anos que ele conheceu em 1955, quando acabara de concluir sua peça Os Negros. O garoto marroquino foi seu grande amor, segundo o biógrafo do escritor, Edmund White. Na velhice, Genet falaria de Abdallah e de Jean Decarnin como as duas figuras mais importantes de sua vida, garante White.

Genet, de fato, assumiu Abdallah e sua família pobre. Filho de um acrobata argelino com uma alemã semiparalítica, ele pertenceu a uma companhia itinerante de circo, arriscando a vida em troca de comida e abrigo. Quando o dramaturgo o conheceu, Abdallah morava numa barraca com um amigo muçulmano, Ahmed. Ele passou a sustentar o garoto semialfabetizado e sua mãe, vendendo os direitos de um roteiro cinematográfico, Le Rêves Interdits, para pagar suas aulas de equilibrismo. Espelho um do outro, segundo o diretor francês Pierre Constant, que dirigiu a peça em 1988, “eles se recriam numa fascinação recíproca”.

Um completa o outro, conclui Constant, reforçando a observação de White sobre a equivalência do risco enfrentado pelo funâmbulo no cabo de aço e o perigo assumido pelo artista ao desafiar os códigos morais da sociedade em que vive.

A peça, assim, é ao mesmo tempo um poema de amor e uma reflexão sobre a dramaturgia circense e teatral. O diretor Joaquim Goulart, ex-ator da companhia de Gerald Thomas e do Centro Grotowsky, que trabalhou sob a direção do russo Hryroij Hiadji, parece habituado a desafios. No ano passado ele encarou mais um: a montagem de Bartleby, adaptação do texto de Melville. Dessa figura arquetípica e sempre nas sombras, que prefere não participar da encenação social, ao funâmbulo de Genet – “encarnação luminosa do erotismo” -, a evolução é evidente.

Em todo caso, em ambos persiste certa obsessão tanatológica, como se a morte fosse paradoxalmente um ato de criação. “Não há antecedentes na dramaturgia de uma história como a de Genet e Abdallah, que se matou aos 28 anos”, diz Goulart, comentando a sequência em que o dramaturgo alerta o acrobata sobre a morte que o espera: “Se você cair, merecerá a oração fúnebre mais convencional: poça de sangue e ouro….Você não deve esperar outra coisa.”

Veja a entrevista inteira no http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090825/not_imp424022,0.php

Vanguarda Russa

Em Uncategorized, setembro 15, 2009 às 11:55 am

Chega a São Paulo a exposição histórica com obras do Museu de São Petersburgo

"O Passeio", de Chagall

"O Passeio", de Chagall

 Existem hoje quatro lugares no mundo para se ver com abrangência a obra de Kazimir Maliévitch (1878-1935), o artista máximo da vanguarda russa: a sala do Centro Georges Pompidou de Paris; a do Museu Stedelijk de Amsterdã; a do Museu Estatal Russo de São Petersburgo e o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de São Paulo. Não é exagero do cubano Rodolfo de Athayde, um dos curadores da mostra Virada Russa, que será inaugurada na segunda-feira no CCBB: na exposição estão, apenas em um espaço, 17 obras de Maliévitch, inclusive o tríptico Cruz Negra, Quadrado Negro e Círculo Negro, de cerca de 1923. Raramente o conjunto formado pelas três telas fica reunido. Pela primeira vez ele é apresentado no Brasil.Virada Russa – A Vanguarda na Coleção do Museu Estatal Russo de São Petersburgo já passou por Brasília e pelo Rio e pode ser considerada uma das principais mostras feitas este ano no País. Reunindo 123 obras entre pinturas, esculturas, cartazes e peças utilitárias de artistas como Marc Chagall, Vassili Kandinski, Vladimir Tatlin e Aleksandr Rodchenko, a exposição não se centra apenas no período da radicalidade das criações artísticas russas do início do século 20, especialmente, próximo a 1917, o ano da Revolução Bolchevique – a utopia da vanguarda russa era criar algo nunca feito antes. A mostra, como diz Athayde, perpassa “toda uma sensação de mudança”, tanto antes do auge (desde o fim do século 19) quanto depois (a chegada da década de 1930), quando o regime de Stalin barrou tudo em prol do realismo socialista propagandista, que seria a única arte permitida na União Soviética até os anos 80.

No CCBB (Rua Álvares Penteado 112, região central, tel. 3113-3651). De 15/09 a 15 de novembro. Terça a domingo, das 10h às 21h). Entrada Gratuita 

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